quinta-feira, 28 de abril de 2011

Afinal o que são Matemática e Politica?

Autor: Tiago Sousa

Define-se Política como sendo a arte ou ciência da organização, direcção e administração de nações, Estados ou politicas para alguma coisa. Nos regimes democráticos, a ciência política é a actividade dos cidadãos que se ocupam dos assuntos públicos com seu voto.

Define-se Matemática como a ciência do raciocínio lógico e abstracto. A Matemática estuda quantidades, medidas, espaços, estruturas e variações. Um trabalho matemático consiste em procurar por padrões, formular conjecturas e, por meio de deduções rigorosas a partir de axiomas e definições, estabelecer novos resultados.

Matemática e politica “ciências”.

Como puderam constatar, através da definição natural e lógica de política e matemática, ambas se caracterizam como sendo ciência de algo ou para algo.

Na verdade e apesar da definição estar correcta e de ambas serem ciências, a politica é mais uma ciência que tem como pilar fundamental a matemática visto que sem matemática não se poderia proceder:

- a contagem de votos num sistema politico democrático;

- não se poderia organizar um orçamento de estado para gerir um país

- não se poderia proceder aos censos para questionar a população, nem poderia existir o INE (instituto nacional de estatística).

Mas estes são apenas alguns dos benefícios que a matemática traz à política.

Como é publico de todos os portugueses o país vive dias difíceis muito a custa de maus políticos que para além de terem “diplomas comprados” são ainda maus a matemática visto que nem sabem realizar um orçamento de estado dentro das possibilidades de Portugal, porém ainda mais culpados que a classe politica portuguesa só mesmo os próprios portugueses, primeiro porque são os portugueses que elegem quem os governa, portugueses esses que se desinteressaram pela politica nacional mas acima de tudo são culpados por viveram acima das suas possibilidades.

Agora mais do que nunca aqueles que andaram a viver acima das suas possibilidades vão usar cada vez mais a matemática na vida “apertando o cinto”.

Pode ter começado com:

A política económica desastrosa de Sócrates

“De 2005 a 2008 Portugal cresceu todos os anos claramente abaixo da União Europeia. Temos vindo a empobrecer. O crescimento potencial da economia desceu para menos de 1%, o mais baixo da União. De acordo com o World Economic Forum, Portugal perdeu competitividade. Passámos do 24º lugar do ranking internacional em 2004 para o 43º lugar em 2008. As empresas aumentaram o seu endividamento, assim como as famílias. O endividamento das empresas passou de 110% do produto interno bruto em 2004 para 140% em 2008 e o das famílias, de 80% para 96% do PIB. O défice externo, que foi de 6,1% do PIB em 2004, passou para 10,5% em 2008 e o endividamento externo de 69% do PIB em 2004 para 97,2%. O país viveu assim sempre acima das suas possibilidades, apesar do fraco crescimento económico. Desde 2007, o país tem tido sempre mais de 400 mil desempregados, sendo a taxa de desemprego superior a 7%. A carga fiscal passou de 34,9% do PIB em 2004 para 37,5% em 2008. Face ao seu nível de vida, os portugueses pagam um nível de impostos 24,8% superior à média europeia, valor este que era de 18% em 2004. O Estado também se endividou ao longo da legislatura. A dívida pública, que era de 58,3% do PIB, em 2004 passou para 66,4% em 2008.”

Fonte: jornal i de 12 de Agosto de 2009

E agora temos:

“O FMI avisa que as necessidades de financiamento portuguesas vão superar os 70 mil milhões de euros este ano e em 2012.

Portugal vai precisar de 73,9 mil milhões de euros em apenas dois anos. As contas são do FMI e mostram que seria preciso ganhar o jackpot do Euro milhões todos os dias - cerca de 100 milhões de euros - até ao final de 2012, para ultrapassar a crise sem esforço. Ontem, o dia do pontapé de partida das negociações para a ajuda externa, o ministro das Finanças assumiu o estrangulamento financeiro do País: só há dinheiro para garantir pagamentos até ao final de Maio”

Fonte: diário económico.

E a Educação em 2011 não ficou de fora

“O Orçamento do Estado do próximo ano apertou o cinto à educação. Há menos dinheiro para investir(…)

Os cortes atingiram todos os sectores do Estado e o da Educação não foi excepção. O Orçamento do Estado para 2011, já aprovado na generalidade pelos deputados da Assembleia da República, estipulou que o ministério dirigido por Isabel Alçada terá menos 800 milhões de euros para gastar no próximo ano. Ao todo, 6 391 milhões de euros para investir. Verbas apertadas significam alterações, reajustamentos, cortes, novos modelos de financiamento.”

Ninguém pode ficar indiferente ao que se está a passar e principalmente à forma como a matemática está a ser usada na política.


Blogue: Um jardim no deserto

“Os números são uma arma terrível contra a demagogia. É que não há volta a dar-lhes: 37,5% de alguma coisa é sempre maior do 34, 9% da mesma coisa, e a coisa é, no caso, a carga fiscal dos portugueses. Do mesmo modo, 66,4% de uma coisa é também sempre maior do que 58,3% da mesma coisa, e a coisa é, neste caso, a dívida pública portuguesa.”

Os Números Do Artigo ‘A Política Económica Desastrosa De Sócrates’

Autor: zedeportugal

Finalizo com o poema “O analbeto político”, de Eugen Berthold Friedrich Brecht , destacado dramaturgo, poeta e encenador alemão do século XX.



Matemática e política apresentam-se assim com uma forte relação. Se esta relação não existir será, muito provavelmente, impossível exercer política de forma correcta.


3 comentários:

  1. Como vês,... o teu esforço resultou num excelente trabalho.

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  2. Muito bom seu trabalho. A matemática deixa de ser abstrata para o aluno qdo ele vê a sua utilidade no dia a dia.

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