domingo, 14 de novembro de 2010

O Radiano – Uma experiência na sala de aula - Autora Joana Ribeiro Santos

O que é o radiano?

Um radiano (rad) é a amplitude de um ângulo que define em qualquer circunferência, com centro no seu vértice, um arco de comprimento igual ao raio.

Para ficarmos a compreender melhor como funciona esta medida de ângulos, realizamos uma experiência prática durante a nossa aula.

Foi distribuído pelos alunos uma cartolina com circunferências de tamanhos diferentes. Usando um fio, medimos um comprimento igual ao raio da circunferência. Colocamos o fio sobre a circunferência e definimos um arco (arco AB) com a mesma medida do raio à periferia da circunferência.







O ângulo, com vértice no centro da circunferência e definido pelo arco AB, tem assim a amplitude de 1 radiano.

Podemos então dizer que uma circunferência contém o seu raio 2π vezes e como π ≈ 3,14 , uma circunferência contém o seu raio aproximadamente 6.28 vezes.

A amplitude de um ângulo giro, em radianos, é 2π.




Para nós, alunos, foi uma experiencia bastante importante porque desta forma compreendemos para que serve afinal o Radiano. O feedback da turma foi positivo, isto porque para a maior parte de nós, a matemática é uma confusão tremenda e, penso que irão concordar comigo, a abordagem sob forma de experiencia sobre qualquer matéria é muito mais divertida e dá-nos mais vontade de aprender.

A matemática não tem de ser sempre aquela disciplina maçuda e teórica, a chamada seca, pode tornar-se divertida e interessante quando procuramos saber mais sobre ela e como a podemos aplicar no dia-a-dia.

É importante continuar com este tipo de aulas; assim, podemos aprender e divertir-nos ao mesmo tempo

Joana Ribeiro Santos

( Segue-se o vídeo com todas as fotos da experiência)


domingo, 7 de novembro de 2010

Em contexto real

É fácil dizer que a matemática está em todo o lado, é um lugar-comum dizer que existe matemática em tudo o que se pensa, se faz ou se pensa que se faz.

É fácil arranjar um exemplo do dia-a-dia e dizer está lá a matemática, mas continua-se a ouvir para que preciso de saber matemática? Como ela pode contribuir para a “minha felicidade” ? …Isso felicidade, não foi mencionado futuro, mas lá chegaremos.

Comecemos pelo amor de Romeu e Julieta, um verdadeiro clássico, sabiam que o mesmo se baseia em equações matemáticas? Pois é, podem ver isso no trabalho do Professor S. Strogatz intitulado “Questões de amores e equações diferenciais”, escrito em 1998. Mas porquê falar em Romance? Talvez por ser um tema proporcional à felicidade, ou então por ser o tema que mais livros vende no mundo. Mentira, o tema que mais livros vende no mundo é a matemática, todas as crianças do mundo estudam matemática e sem comprarem os respectivos livros, pois são os seus pais que os compram! Estavam à espera do quê?

Vamos voltar ao inicio, como pode a Matemática contribuir para a vossa felicidade?

É verdade, estão no auge da vossa adolescência, e nenhuma conversa com o sexo oposto abordando a Matemática irá contribuir para a vossa felicidade, ou não! Será? Diálogo entre um casal de jovens apaixonados:

Ele – “ Tu és a minha razão de ouro, juntos caminharemos para o infinito e arranjaremos sempre solução para os nossos problemas”

Ela – “ Oh, mas sabias que a probabilidade de ficarmos juntos é igual às diferenças que existem entre nós, que são muitas”.

Ele – “ Mas sempre me disseram que os extremos se atraiem, e embora com os nossos altos e baixos, eu tenho como função amar-te”.

Ela – “A minha dúvida é que a tua função tem dias, nem sempre corresponde à imagem que queres dar”.

Ele – “ De uma coisa tenho a certeza tu és o meu domínio”.

Da mesma forma que este suposto diálogo pode exemplificar que a matemática existe no que se pode pensar e fazer, existe a dificuldade em a ligar ao mundo real. Esta prende-se precisamente com o conceito de poder “tocar” ou “ver” os objectos matemáticos e a consequente finalidade dos mesmos. Ligar a matemática ao mundo real é o “nosso” desafio deste ano lectivo e o propósito deste blogue. Vão descobrir e mostrar como a matemática poderá contribuir para serem bem sucedidos no futuro.

Estão abertas as discussões, confusões e sei lá o que mais,…., entretanto esperamos pela reportagem da Joana Santos que iniciará a sequência das vossas intervenções.

Bom trabalho e desejo um somatório de alegres descobertas sobre a conexão tão questionada, o que a matemática tem haver com……….?

As melhores histórias são aquelas que mexem com as cabeças, os corações e as almas das pessoas e, ao fazer isso, trazem novas perspectivas para elas, para os seus problemas e para a sua condição humana. O desafio é desenvolver uma ciência humana que consiga alcançar isso de uma forma mais abrangente. A questão não é: “Contar histórias é uma ciência?”, mas “ Pode a ciência aprender a contar boas histórias?”.

Ian Mitroff & Ralph Kilman ( 1978)